Tecnologia

Uber volta a habilitar cartões de crédito para pagamento de corridas na Argentina

Empresa conseguiu reverter uma decisão da Justiça e agora o método de pagamento volta a ficar disponível a todos os usuários

Motorista segura telefone com app da Uber
Foto: Jair Fonseca/Shutterstock
Read in english
  • Em setembro de 2018, a empresa e seu CEO foram condenados a pagar uma multa de US$ 60.000. Além disso, a empresa foi desqualificada para prestar qualquer serviço de transporte de passageiros;
  • A decisão foi derrubada em maio do ano passado, mas só agora que a maioria dos usuários está podendo voltar a usar o cartão de crédito.

Segundo o La Nacion, a Uber recomeçou a habilitar pagamentos com cartão de crédito em sua plataforma na Argentina. Uma decisão judicial de 2018 havia bloqueado esse meio de pagamento para a empresa, que vinha permitindo transações em dinheiro na capital argentina desde então.

LEIA TAMBÉM: Congresso colombiano tem dois projetos para regulamentar apps de mobilidade

A Uber chegou a Buenos Aires em abril de 2016 e, desde então, trava uma batalha judicial e também nas ruas, a medida que conquista mais usuários e motoristas parceiros, para continuar no país. A retomada da habilitação de cartões de crédito como meio de pagamento é mais uma batalha ganha, e mais um sinal de que o app veio para ficar na Argentina.

Em setembro de 2018, a empresa e seu CEO foram condenados a pagar uma multa de US$ 60.000. Além disso, a empresa foi desqualificada para prestar qualquer serviço de transporte de passageiros.

LEIA TAMBÉM: Em busca de sustentabilidade financeira, Grow deixa 14 cidades brasileiras

A decisão foi derrubada em maio de 2019, quando a Justiça decidiu que a atividade da Uber não pode ser considerada uma contravenção no país. De lá para cá, a possibilidade de usar o cartão de crédito na plataforma foi voltando aos poucos, e agora está disponível a todos os usuários.

A empresa disse ao jornal que esses pagamentos via cartão de crédito serão feitos em pesos e não terão a incidência dos 30% do novo imposto PAIS, pois a operação não implica acesso ao mercado de câmbio (MULC) para a compra de moedas.