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Nubank viu receita dobrar e número de clientes triplicar em 2019

Mas prejuízo líquido também aumentou, e muito

cartão e aplicativo do nubank
Cartão e aplicativo do Nubank. Foto Divulgação
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  • São 40 mil novos clientes por dia;
  • Segundo a empresa, crescer rapidamente, aumentando também as despesas operacionais, é uma questão de escolha.

A neobanco brasileiro Nubank divulgou em meio ao feriado de Carnaval uma análise sobre seus resultados financeiros de 2019. No ano passado, a fintech, que também tem operações no México e na Argentina, viu sua receita dobrar, para R$ 2,1 bilhões, e o número de clientes mais do que triplicar, para, 19,7 milhões, em relação a 2018.

“A média de 40 mil novos clientes por dia demonstra a escalabilidade da nossa infraestrutura, projetada desde o início para permitir uma excelência em produto e atendimento mesmo em larga escala”, diz o texto publicado no blog do Nubank.

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O crescimento se dá de maneira orgânica, segundo a fintech, ou seja, na base da indicação, de um cliente para outro.

De um ano para outro, porém, o prejuízo líquido do Nubank também cresceu: de R$ 100,3 milhões para R$ 313 milhões. O rápido ritmo de expansão levou ao aumento das despesas operacionais.

Se o Nubank tivesse mantido o ritmo anterior, o resultado ajustado de 2019 seria positivo – mas, de novo, se trata de escolhas

Nubank

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Foi no ano passado que o Nubank realizou sua rodada de investimentos de Série F. Liderada por pelo fundo americano TCV, e com participação de Tencent, DST Global, Sequoia Capital, Dragoneer, Ribbit Capital e Thrive Capital, que já tinham participado de aportes anteriores na fintech, a rodada levantou R$ 400 milhões.

É este dinheiro que está sendo investido na internacionalização da empresa e no crescimento do Nubank como um todo, por meio também do lançamento de novos produtos: de conta pessoa jurídica a empréstimo pessoal.

Essa diversificação da cesta de produtos também foi possível porque a fintech obteve, ainda no início de 2019, licença para ser uma instituição financeira. Hoje mais de 500 mil clientes têm acesso ao empréstimo especial do Nubank.

Em maio do ano passado, o Nubank anunciou que estava chegando ao México. O primeiro produto que lançou por lá foi o cartão de crédito Nu, ainda em fase beta. Poucos meses depois, a fintech anunciou a chegada à Argentina. Por lá ainda não há nenhum produto como carro-chefe.

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O ritmo mais lento nos dois países latino-americanos tem uma razão: o desenvolvimento de produtos e serviços voltados para esses dois novos mercados. Por ora, a fintech brasileira preferiu fixar “hubs de tecnologia e inovação” para desenvolver soluções locais para esses dois mercados.

Embora não tenha mencionado em seu blog, o Nubank também está aplicando os investimentos recebidos na aquisição de talentos. Em janeiro deste ano, a fintech anunciou a compra da consultoria Plataformatec, focada em engenharia de software e metodologias ágeis. O objetivo da aquisição era trazer, de uma só vez, 50 novos profissionais ao time do Nubank.