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Fusões e aquisições aumentam 31% no Brasil e atingem o maior número em 5 anos

Os EUA lideram como país que mais investiu no Brasil, com 34% do total de transações

Com melhores indicadores macroeconômicos e reformas como a da previdência em andamento no país, o número de fusões e aquisições atingiu seu nível mais alto nos últimos 5 anos, indicando um aumento da confiança dos investidores na economia brasileira.

Liderada pela PwC Brasil e obtida pelo Valor, a pesquisa divulgou o recorde de 614 transações entre janeiro e setembro deste ano, 31% a mais do que no mesmo período de 2018.

Segundo Leonardo Dell’Oso, líder de Transaction Services e sócio da PwC Brasil, além dos melhores índices macroeconômicos, a desaceleração em economias maduras como Japão e Alemanha, bem como o aumento das privatizações estão atraindo os olhos dos investidores estrangeiros. “Todo o cenário está puxando os fundamentos econômicos do Brasil para cima e os investidores estão vendo isso. O mercado externo ruim e perspectiva boa [no Brasil] mostram que o investimento é aqui,” afirmou Dell’Oso.

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Entre os países que mais investiram no Brasil, depois dos EUA, que lideraram 34% do total de fusões e aquisições no período, aparecem Japão e Alemanha, com 7 e 6% de todas as transações, respectivamente. A entrada de investimentos estrangeiros no país também aumentou de janeiro a setembro, atingindo o maior número no período de 4 anos. Enquanto em 2018, 157 negócios foram fechados, em 2019, esse número chegou a 189 transações, um crescimento de 20,4%. “A gente acredita que será um ano de muita entrada de investimento estrangeiro”, disse o executivo.

Para o futuro, a pesquisa prevê um aumento contínuo, apostando em 900 fusões e aquisições até o final de 2019 e em até 1.000 transações em 2020.