Economia

Com juros baixos e reforma da Previdência aprovada, risco-país do Brasil diminui

Mas economia precisa apresentar mais robustez antes que as agências de risco aumentem a nota do país

cédulas de Real
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  • Foi após maio de 2013 que protestos estouraram, o cenário político ficou mais complicado e a economia começou a ruir;
  • Investidores esperam que as agências de crédito elevem a avaliação do país.

O Credit Default Swap (CDS) de cinco anos, contrato de crédito (derivativo) que protege a dívida soberana brasileira de um calote e, portanto, serve de termômetro para medir esse risco, atingiu os 117 pontos, o menor nível desde 13 de maio de 2013, segundo informações do jornal Folha de S.Paulo.

Foi após maio de 2013 que protestos estouraram, o cenário político ficou mais complicado e a economia começou a ruir.

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As jornalistas da Folha Júlia Moura e Isabela Bolzani lembram que o patamar mais alto a que o risco-país chegou foi 494 pontos, em 2015.  “À época, a economia brasileira entrou em recessão técnica com a queda do PIB e a agência de risco Standard & Poor’s (S&P) retirou o selo de bom pagador do Brasil. Desde então, avaliação de investimento caiu mais três vezes, o que indica aumento risco de calote”, escrevem elas.

“Com a volta do índice a níveis baixos, investidores esperam que as agências de crédito elevem a avaliação do país. Segundo as agências, no entanto, a mudança na nota de crédito depende de um crescimento econômico mais robusto”, complementam.