Economia

Itaú passa BB e assume liderança do mercado de crédito brasileiro

Resultado é visto como resultado da decisão do governo Bolsonaro de reduzir a participação do setor público no mercado de crédito brasileiro

aplicativo e agência do banco itaú
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  • Desde o fim de 2016, o Itaú já era maior que o rival do BB em total de ativos;
  • O Itaú fechou setembro com uma carteira de R$ 688,9 bilhões, acima do saldo de R$ 686,7 bilhões do Banco do Brasil.

A temporada de balanços do terceiro trimestre deste ano trouxe uma mudança grande no mercado de crédito brasileiro: pela primeira vez, o Itaú Unibanco, um dos maiores bancos privados do país, passou o estatal Banco do Brasil em carteira de crédito (empréstimos, financiamentos, títulos de dívida e garantias) e se tornou o maior do país.

Segundo o jornal Valor Econômico, o Itaú fechou setembro com uma carteira de R$ 688,9 bilhões, acima do saldo de R$ 686,7 bilhões do Banco do Brasil. De setembro do ano passado para cá, o estoque de operações do Itaú cresceu 8,3%, enquanto o do BB recuou 0,7%.

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A publicação ressalta que desde o fim de 2016, o Itaú já era maior que o rival do BB em total de ativos, que leva em conta também caixa e aplicações financeiras. “Porém, nunca havia ameaçado a liderança do BB no crédito, atividade central de um banco comercial.”

Para a jornalista Talita Moreira, que assina a reportagem no Valor, a mudança de posições é emblemática da decisão do governo Bolsonaro de reduzir a participação do setor público no mercado de crédito. “A orientação é para que os bancos de controle estatal se concentrem nas linhas em que são mais competitivos, e deixem que o setor privado e o mercado de capitais façam o resto”, escreve ela.

Do lado do Itaú, o resultado também mostra que a organização tem tomado algumas decisões acertadas, no sentido de ampliar o leque de serviços financeiros e de acelerar a digitalização do banco.

Ainda nesta semana, o Itaú anunciou a aquisição da Zup, startup da cidade de Uberlândia, em Minas Gerais, criada em 2011. Segundo informado pelo banco ao jornal O Estado de S.Paulo, o valor total da transação é de R$ 575 milhões, e a compra será feita em três etapas ao longo de quatro anos.