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Negócios

O poder do mercado de e-learning na América Latina

Entenda o cenário de rápida ascensão do mercado de e-learning na América Latina e descubra por que este segmento tem tanto potencial na região.

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O e-learning é um mercado que está em expansão em todo o mundo, especialmente na América Latina. Para se ter uma ideia do crescimento da atividade na região, só em 2016 a categoria aumentou o seu rendimento em 14,6%.

Tem um e-learning no Brasil? Então este texto é para você, entenda as oportunidades para o seu negócio na América Latina.

O mercado de e-learning na América Latina

Os países latino-americanos já contam com mais de 115 provedores de e-learning e este número só tende a aumentar ao longo dos anos. Entre os principais serviços da categoria estão: cursos, conteúdos personalizados, plataformas de serviços de aprendizado e mais.

Segundo projeções divulgadas pela Ambient Insight Research, o e-learning deve continuar em alta e expandindo nos países em desenvolvimento. Para o período entre 2015-2020, estima-se um crescimento da categoria em 16,5% na África, 7,5% na Europa Oriental, 5,5% na América Latina e 4% no Oriente Médio.

A Online Business School definiu que os quatro países da América Latina que terão o maior crescimento no e-learning são, respectivamente: Brasil com expansão de 21,5%, Colômbia com 18,6%, Bolívia com 17,8% e Chile com 14,4%.

A ascensão do e-learning

Para entender melhor a relação do e-learning na América Latina, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) apresentou um relatório com diversos dados importantes para quem deseja investir na área.

A educação presencial ainda é o modelo predominante nas universidades latinas (65%), seguido por métodos de e-learning (19%) e modelo híbrido, com aulas presenciais e à distância (16%). Contudo, boa parte das instituições educacionais afirmam estar procurando ou em processo de desenvolvimento da educação online.

O acesso ao e-learning aumentou consideravelmente nos grupos tradicionalmente excluídos. Segundo dados fornecidos pelas universidades, o número de alunos que vivem em áreas rurais aumentou 68%, mulheres em 53%, pessoas de baixa renda em 50% e pessoas com deficiência em 38%.

Por outro lado, a falta de certificação dos cursos ainda é um dos principais desafios para a área. Apenas um terço das universidades analisadas tinham todos os seus cursos certificados pelas autoridades nacionais, enquanto 19% relatam que alguns são e outros não e 50% indicam que não tem nenhum curso credenciado.

O segredo está na metodologia certa

Uma das formas mais relevantes de e-learning são os MOOCs (Massive Open Online Courses). Este tipo de curso surgiu em 2008, mas só começou a expandir em 2012, quando três grandes plataformas foram fundadas: Udacity, Coursera e EDX.

A Renata Zacarias, head de crescimento da Udacity no Brasil, falou sobre a trajetória da marca para conquistar a América Latina durante o EBANX Summit 2018. 63% das empresas brasileiras possuem 10 ou menos funcionários, este foi um dos principais dados que motivaram a empresa a investir no Brasil em 2015. O primeiro grande impulso da empresa no país foi a adoção de métodos de pagamentos locais em parceria com o EBANX, o que levou a empresa que até então possuía 300 alunos brasileiros a alcançar a marca de 3.200 alunos matriculados.

Mas havia um segundo problema impedindo um crescimento ainda mais rápido dos programas de ensino no Brasil: o método. A metodologia de ensino de sucesso nos Estados Unidos não estava alinhada com a forma como os brasileiros estavam dispostos a aprender, por isso todos os programas precisaram passar por uma reformulação para adaptarem-se ao modelo com que os brasileiros estavam acostumados a aprender. E foi assim, adaptando-se aos modelos de pagamento e comportamento do Brasil que a Udacity está alcançando a marca de 10 mil alunos no país.

Depois de histórias de crescimento como esta, muitos países passaram a adotar o MOOCs, sendo Brasil e México os principais representantes da América Latina e presentes na lista dos dez países que mais utilizam a técnica.

Projeções para o mercado de e-learning até 2021

Como já comentamos, a projeção para o mercado de e-learning na América Latina é bastante positiva, sendo que alguns lugares devem passar por estabilizações na ascensão. Segundo um relatório divulgado em 2016 pela consultoria britânica Technavio, o crescimento mundial da categoria deve ser de 11% até 2020.

Muito deste aumento vem da necessidade que as empresas têm sentido em adotar programas de treinamento que sejam mais econômicos e igualmente eficazes para garantir a qualificação de seus colaboradores. Além disso, o uso em massa de smartphones nos últimos anos mudou drasticamente as estratégias de capacitação dentro das organizações.

Com uma outra visão, a consultoria norte-americana Global Market Insight acredita em um crescimento mais tímido. Para eles, o mercado deve chegar a um rendimento de US$ 240 bilhões em 2023, o que representa um aumento médio anual de 5%.

A consultoria também acredita que o que vai motivar este crescimento são os baixos custos de implementação e manutenção do e-learning, além da flexibilidade e oportunidade de desenvolvimento pessoal e profissional.

Falando de América Latina, a projeção é que a região tenha um crescimento mais acelerado do que o resto do mundo. Segundo a Global Market Insights, enquanto a média global de ascensão é de 5%, na América Latina o crescimento médio deve ser de 14% ao ano. O principal impulsionador deste aumento, de acordo com a consultoria, é a área educacional.

Tendências para o mercado de e-learning

Agora que já conhecemos alguns dados do mercado do e-learning na América Latina e a sua projeção para os próximos anos, é interessante entender quais são as principais tendências para esta categoria. Assim, o seu negócio se mantém atualizado e competitivo na área. Segundo os especialistas da America Learning Media estes são alguns pontos que precisamos ficar ligados:

  1. Aprendizagem adaptativa de acordo com as experiências e preferências relatadas anteriormente pelos alunos;
  2. Tarefas curtas ou mini projetos para estimular o aprendizado e a curiosidade dos alunos sem cansá-los;
  3. Suporte para acesso e aprendizado móvel. Com o aumento significativo de acesso à internet pelos dispositivos móveis, é a hora de pensar em uma solução que atenda ao mesmo tempo as demandas de desktop e mobile;
  4. Blended learning, uma modalidade que combina a educação presencial e online com salas de aulas conectadas. Muitas universidades utilizam desta técnica no Brasil e indicam o curso como semipresencial;
  5. O acesso às redes sociais deve chegar na área educacional também. Por isso, os empreendedores no e-learning devem pensar em formas de agregar o aprendizado com a informalidade das mídias sociais;
  6. Professor inteligente, ou seja, uma forma de personalizar o aprendizado de acordo com o perfil do aluno. Para realizar isso, deve ser feito uma análise de dados e informações do usuário;
  7. O conceito de classe invertida. Isso significa transferir alguns processos para fora da sala de aula e otimizar o tempo com o professor para focar em questões realmente essenciais;
  8. Gamification: uso de jogos para reforçar o aprendizado e desenvolver novas habilidades. Estes games também podem ser introduzidos no final de cada um dos conteúdos como uma forma de se assegurar que o aluno aprendeu aquilo que foi ensinado;
  9. O vídeo é o principal meio de comunicação dentro dos cursos de e-learning. Apesar disso, os investimentos nele acabam sendo deixados de lado. Não deixe que este erro atrapalhe a lucratividade de seu negócio e invista em melhores equipamentos e salas adequadas para a acústica do som.

O mercado de e-learning está em momento de expansão em todo mundo, especialmente na região latino-americana. Se você trabalha com a área educacional ou capacitação de funcionários, a hora de investir em cursos online para a América Latina é agora.

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