Facebook Icon Twitter icon Linkedin icon
Negócios

As 10 empresas mais inovadoras do Brasil, segundo o Valor Econômico

Embraer lidera o ranking pela quarta vez consecutiva e Mercado Livre é destaque da categoria "Comércio"

Enviar por e-mail

O ranking das 150 empresas mais inovadoras do Brasil, elaborado e divulgado pelo jornal Valor Econômico, foi divulgado na última terça-feira, 02 de julho, durante evento em São Paulo.

O ranking compõe a quinta edição do anuário “Valor Inovação Brasil”, que premia as dez empresas mais inovadoras do país, e 23 empresas que lideram os rankings setoriais, de acordo com pesquisa conduzida pela consultoria Strategy& em conjunto com o Valor e com o apoio da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei).

Na edição de 2019, 210 empresas se inscreveram para a pesquisa, sendo que 80% delas possuem faturamento acima de R$ 1 bilhão. A amostra foi dividida em 23 diferentes setores. O levantamento, que contou com a colaboração do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), avaliou os investimentos realizados no Brasil, o que, segundo o jornal, se trata de um recorte indispensável para equiparar os parâmetros de avaliação das companhias nacionais e multinacionais.

O anuário consolida os critérios de avaliação e apresenta uma amostra robusta de empresas que investem constantemente em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação no país.

Os critérios do Valor Inovação Brasil

As empresas mais inovadoras no país são classificadas a partir de cinco critérios: intenção de inovar, esforço para realizar a inovação, resultados obtidos, avaliação do mercado e publicação de patentes.

De acordo com o jornal, o trabalho exigiu a elaboração de metodologia capaz de separar as empresas realmente inovadoras das que apenas seguem ondas tecnológicas.

Assim, o resultado é um ranking formado por corporações que inseriram processos de criação constantes no cerne das estratégias, planos e metas. As empresas participantes obtiveram receita líquida superior a R$ 500 milhões e têm, pelo menos, 5% de capital privado em sua composição acionária.

Os números das empresas, segundo o Valor

Segundo os dados apurados pelo jornal, a estratégia de inovação é apontada por 97% das companhias como fator essencial para a competitividade e está na agenda prioritária dos gestores.

56% das empresas aplicam mais recursos nas chamadas inovações incrementais – conjunto de ações para aprimorar bens, serviços e processos existentes – 2% a menos que em 2018. Essa diferença foi direcionada para o desenvolvimento de novas tecnologias – inovação radical (20% das verbas); novos modelos de negócios (16%); e projetos revolucionários (9%).

O estudo destacou ainda a adoção de novos formatos e métodos de trabalho. Mais da metade (58%) das 210 empresas ouvidas adota práticas avançadas, o que inclui equipes multidisciplinares, espaços colaborativos, inovação aberta, fóruns de discussão internos e flexibilidade nos horários e nos locais de trabalho.

As campeãs no ranking geral

Símbolo de inovação, a Embraer foi campeã, pela quarta vez consecutiva, do Valor Inovação Brasil. No ano em que completa 50 anos, segue em plena metamorfose, com um histórico de sucesso em pesquisa e desenvolvimento, sempre com foco em novos negócios e na sustentabilidade da companhia. Nos últimos anos, segundo o Valor, a Embraer investiu cerca de 10% do faturamento em pesquisa, desenvolvimento e inovação, em um setor reconhecido pelos ciclos longos, emprego de alta tecnologia e intensivo uso de capital.

Mercado Livre na liderança da categoria “Comércio”

O Mercado Livre, campeão no setor de atividade Comércio, se destaca no ranking. Gigante do varejo latino-americano, é uma empresa que não para. Entre seus números recentes mais expressivos, está a possibilidade de captação de US$ 2 bilhões (em torno de R$ 8 bilhões) no mercado para acelerar investimentos em frete (logística) e serviços financeiros. A empresa deve colocar R$ 3 bilhões na operação brasileira em 2019. Essa quantia representa um aumento de 50% em relação ao montante de 2018 que, por sua vez, já havia sido o dobro do investimento de 2017.

Recentemente, em junho último, o Mercado Livre superou o Twitter em valor de mercado – segundo o relatório setorial Mary Meeker Internet Trends 2019 –, colocando, pela primeira vez, a América Latina no ranking das 30 maiores e mais valiosas companhias de tecnologia do mundo na Bolsa de Valores.

De acordo com o relatório, o valor do Mercado Livre atingiu 30 bilhões de dólares na primeira semana de junho, enquanto o Twitter valia aproximadamente 29 bilhões de dólares. No primeiro semestre deste ano, o valor do Mercado Livre subiu 113%.

Criado em 1999 na Argentina, a empresa tem mais de 270 milhões de usuários e 12 milhões de vendedores em 18 países da América Latina. Entre os desafios de sua atuação, segundo a agência de notícias Reuters, está o de melhorar a experiência de compra online, fazendo com que a América Latina se aproxime do patamar alcançado por mercados mais consolidados, como China e Estados Unidos.

Inserida desde seu nascimento no ecossistema de inovação tecnológica, a empresa aposta, essencialmente, em inovação nas áreas de logística e finanças, trabalhando com frete grátis e garantindo tempos de entrega mais rápidos.

Com um novo e moderno centro de distribuição e logística no Brasil, o Mercado Livre passou a gerir produtos do manuseio à entrega, fazendo isso com eficiência e nível de serviço melhores do que a média do vendedor individual. Todo esse investimento, segundo a empresa, tem se traduzido em uma melhor experiência de compra e, portanto, em melhores resultados e maiores volumes de venda. Com o objetivo de fomentar todo esse movimento de inovação, a empresa também tem o MeLi Fund, um fundo de contribuição para outras empresas inseridas no mesmo ecossistema.


Você também pode gostar