Commerce

Marketplace: o que você precisa para criar o seu

Um marketplace próprio pode potencializar as vendas e atrair excelentes parceiros de negócio, fortalecendo o setor e os resultados.

Amanda Pofahl

Latin American Market Expert
15/12/2017 · leitura de 6 min
   

Em um de nossos posts, nós já falamos o que é marketplace e quais as vantagens de participar de um shopping virtual como vendedor. Agora, voltamos a falar do assunto para que você saiba como montar seu próprio marketplace e, melhor do que isso, usá-lo para vender para outros países da América Latina.

Isso mesmo! Você também pode ter um marketplace próprio e atrair outros vendedores para incrementar seu e-commerce e maximizar as vendas.

Vamos entender como fazer isso.

Por que montar um marketplace próprio?

A alta concorrência entre lojas de e-commerce pode ser um entrave às suas vendas. Para você ter uma ideia, atualmente já são mais de 600 mil lojas virtuais somente no Brasil. Em uma escala mundial, esse número se torna dez, quem sabe cem vezes maior.

Uma das maneiras de desviar dessa concorrência acirrada é criar seu próprio marketplace e chamar alguns desses potenciais concorrentes para formar um shopping virtual. Assim, as vendas de todos se fortalecem e você gera uma renda adicional, já que os marketplaces cobram taxas proporcionais ao volume de vendas e montante financeiro conquistado por cada lojista.

Outro ponto positivo dessa iniciativa empreendedora é que você pode escalar seu negócio facilmente, basta ir agregando lojistas de qualidade com o tempo. É possível, inclusive, ter um e-commerce multinacional, reunindo lojistas de vários países diferentes. Já pensou nisso?

Como montar um marketplace do zero

Sem mais delongas, vamos ao que interessa: quais são os passos a seguir para ter seu próprio marketplace e começar a vender mais e melhor? Pegue a caneta e o papel, faça seu checklist e comece os planos de um futuro promissor!

Escolha seu nicho de atuação

Ter um marketplace não significa vender de tudo. Na verdade, boa parte dos marketplaces é especializado em determinado nicho de mercado, como roupas e acessórios esportivos ou eletroeletrônicos, por exemplo.

Escolher um segmento específico permite que você concentre seus esforços em uma única área de atuação e aprenda absolutamente tudo sobre ela. Esse conhecimento vai ajudar na escolha dos lojistas, na seleção de mix de produtos e também na comunicação com o seu público-alvo.

Feito isso, você precisa pensar na plataforma que vai sustentar todas as lojas.

Adquira sua plataforma de vendas

A plataforma de marketplace é como a estrutura física do shopping, que comporta todos os lojistas. Fazer seu negócio crescer e agregar mais e mais vendedores requer uma plataforma de e-commerce robusta e preparada para a escalabilidade do negócio.

Além disso, ela deve permitir que os lojistas gerenciem seus dados e vendas facilmente, bem como proporcionar um background de gestão eficiente para que seus vendedores possam otimizar processos e gerar melhores resultados.

Do ponto de vista dos consumidores, a plataforma do marketplace deve ser intuitiva e de fácil navegação. Funcionar perfeitamente em dispositivos mobile é essencial, já que, segundo dados do Criteo, 44% das vendas on-line acontecem por meio de smartphones e tablets.

Na aquisição da plataforma de marketplace, você tem duas opções: desenvolver a sua própria ou então contratar um serviço especializado, que fornece toda a infraestrutura para que você monte seu shopping virtual sem muitos percalços.

Algumas das soluções disponíveis no mercado são Toro Marketplace e N2N Virtual. Vale lembrar que sistemas baseados em Magento são os mais utilizados no mercado, pois permitem customização por parte dos contratantes.

Mas, também é possível desenvolver um marketplace com o Wordpress, como o Etsy, um dos maiores do mercado internacional. Tudo depende do seu orçamento e da contratação de bons profissionais para fazerem esse trabalho.

E por falar em orçamento…

Vale ressaltar que criar um marketplace próprio não é um investimento tão barato quanto a abertura de um e-commerce tradicional. Ao invés de uma loja, você terá várias lojas integradas, compartilhando espaço, faturamento, ferramenta de pagamentos e gestão de todos os dados que transitam pela plataforma.

Nesse sentido, é fundamental que você planeje a abertura do seu marketplace, elabore um plano de negócios, faça a análise de viabilidade do seu projeto, calcule o ponto de equilíbrio (quando a loja efetivamente começa a lucrar) e verifique se sua ideia é factível.

O ideal é não precisar de empréstimos de terceiros ou então ter um excelente planejamento financeiro para não comprometer a liquidez do negócio.

Considerar os custos envolvidos no desenvolvimento ou aquisição da plataforma também é uma boa prática para quem deseja abrir um marketplace. As plataformas prontas costumam cobrar mensalidades e/ou taxas por vendas realizadas, diluindo o investimento ao longo do tempo.

Já as soluções desenvolvidas sob medida, têm um alto custo inicial em virtude da contratação de profissionais especializados e o uso da tecnologia. Porém, você ficará livre desse investimento por algum tempo.

Por outro lado, a tecnologia também precisa de atualização. E caso você não entenda de programação e desenvolvimento web, terá que contar com profissionais capacitados para essa tarefa, desembolsando mais uma grande quantia sempre que precisar mudar algo em seu e-commerce.

As funcionalidades essenciais

Queira você desenvolver a própria plataforma de marketplace ou usar uma solução pronta, é preciso avaliar as funcionalidades da plataforma, visando oferecer uma experiência positiva tanto para lojistas quanto para compradores.

Alguns elementos são indispensáveis:

  • navegabilidade: o site precisa ser fácil de navegar, com páginas que carreguem rápido e menus intuitivos, fáceis de interpretar e acessar;
  • criação de páginas: os lojistas devem ter facilidade na hora de criar novas páginas de produtos, fazer upload de imagens e inserir descrições personalizadas;
  • gestão de vendas: as vendas devem ser acompanhadas facilmente na plataforma, bem como pedidos de troca ou notificações de chargeback;
  • gestão financeira: a plataforma deve oferecer relatórios consistentes de vendas, a fim de alimentar o financeiro dos lojistas com dados precisos e fáceis de serem consultados;
  • integração com e-commerce próprio: também é recomendado que seu marketplace ofereça a opção de integração com lojas virtuais próprias, facilitando a gestão e controle de estoque dos lojistas;
  • integração com sistemas de pagamento: seu marketplace deve oferecer a maior gama de opções de pagamento possível, portanto, deve ter o recurso de integração com plataformas de pagamento, a fim de aprimorar a experiência de compra do usuário.

A dica mais importante aqui é que você verifique as necessidades do seu negócio e as expectativas do seu público, encontrando a melhor forma de oferecer uma experiências inesquecíveis tanto para lojistas quanto para consumidores.

Abra a porta para o mercado internacional

Como vender é a alma do e-commerce, assim como dos marketplaces, optamos por dedicar um espaço exclusivo para falar sobre vendas, em especial as internacionais.

Mesmo que as menções ao Mercosul estejam um pouco esquecidas, o comércio entre os países da América Latina segue aquecido. Produtos brasileiros são apreciados por consumidores na Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai, Peru, entre outros países. A presença de brasileiros em toda a América Latina reforça esse mercado, que não pode ser esquecido por você.

O grande diferencial está em oferecer opções de pagamento locais para estes países, saindo um pouco do tradicional cartão de crédito internacional, afinal, a bancarização do sistema financeiro desses países muitas vezes não está tão avançada como no Brasil.

Muitas opções de pagamento local na América Latina são muito parecidas com o boleto bancário e outras com a nossa transferência via internet banking. Veja as mais populares:

Se você pretende avançar nesse mercado, vendendo para consumidores de outros países, é imprescindível variar as formas de pagamento e compreender quais são os métodos mais utilizados em cada país. Cartões de crédito locais também devem ser considerados, pois geram maior credibilidade junto aos consumidores.

Além disso, muitas otimizações são necessárias para ter sucesso quando vendendo para outros países, mesmo se eles forem da América Latina. Olha só esses conteúdos que separamos para você e que podem te ajudar a perder o medo e apostar nesse mercado que vai muito além de Brasil:

E aí? Ficou animado para começar seu marketplace e, quem sabe, abrir a porta para consumidores de outros países? Então saiba como funcionam os pagamentos internacionais no Brasil.

Ficou com alguma dúvida? É só deixar aqui nos comentários, adoraríamos conversar com você!