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Importadores

Como importar da China com CNPJ?

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As vantagens de importar da China são várias e a gente já adiantou por aqui que vale a pena investir tempo e dinheiro em transações que envolvem este maravilhoso mundo de produtos de qualidade e preço muito em conta.


Os fabricantes chineses conseguem coisas que poucos países têm: produção em grande escala, mão de obra barata e poucos impostos. No fim das contas, o valor dos produtos produzidos por lá fica muito atrativo. Para quem é microimportador e quer comprar para revender no Brasil, dar uma visitada nos ecommerces da China é um ótimo negócio.

Existem sites especializados em conectar fornecedores chineses com o resto do mundo e, aí, você não precisa nem sair de casa. O Alibaba, por exemplo, faz uma seleção de fabricantes e visita as sedes e plantas de fábrica para saber como funcionam as coisas.

Tudo para garantir segurança e transparência nas transações, deixando o processo de comprar na China para revender no Brasil muito mais confiável.

Não só isso, o Alibaba ainda oferece uma plataforma quase que completamente em português – sendo possível, inclusive, negociar com fornecedores na nossa própria língua -, e ainda por cima deixa pagar no boleto (em real!).

Tá! Mas como importo da China com CNPJ?

Antes de qualquer coisa precisamos reforçar: você está no caminho certo! Se o seu interesse é importar da China para revender no Brasil, a legislação pede um CNPJ.

Ter um CNPJ significa que é preciso formalizar uma empresa, que pode ser até mesmo uma microempresa/MEI: e isso é perfeito para quem é microimportador e quer trazer uma quantidade não tão grande de produtos lá da China.

Também é possível importar da China com CPF, ou seja, como pessoa física.

O que eu preciso fazer para importar com CNPJ?

Existem dois caminhos para quem é microimportador e quer trazer produtos da China com CNPJ: compras que vão até 500 dólares e aquelas que vão até 3.000 dólares. Ambas não exigem cadastro no famoso RADAR – registro do Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior) e têm menos impostos.

As encomendas de até 500 dólares são as mais simples de serem feitas, pois não precisam de contratação de despachantes aduaneiros e podem ser entregues por serviços postais comuns (mais conhecido como Correios).

Vai depender de uma série de fatores impossíveis de prever, mas suas encomendas de até 500 dólares podem ou não ser taxadas com o Imposto de Importação, em no máximo 60% do valor do produto, e também com a tarifa de despacho postal que os Correios implementaram em 2018 (R$ 15 por pacote que chega de fora do Brasil). Essas taxas podem ser aleatórias porque existem casos de muitas pessoas que não foram cobradas.

A outra faixa de importação é aquela que fica entre US$ 501 e US$ 3,000. Se sua encomenda (produto + frete + seguro) totalizar esse máximo, sua importação também é super simplificada.

A grande vantagem é não precisar registrar sua empresa no Siscomex e poder contar com fretes mais baratos. A única coisa que você vai precisar fazer nessa faixa de valor de produtos é contratar um serviço específico das couriers (ou transportadoras) que faz esse tipo de transação.

O Importa Fácil, dos Correios, é um exemplo. Específico para empresas e pessoas que estão importando produtos de até 3.000 dólares de outros países, o serviço já engloba transporte e o desembaraço aduaneiro – obrigatório para importações acima de 500 dólares.

O que precisa pagar: o Imposto de Importação (de até 60%), o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, em alguns casos) e a taxa de desembaraço aduaneiro que pode ser feita direto pelos Correios, a um custo de R$ 250,00 por encomenda. Dá também para contratar um despachante aduaneiro por fora, mas isso provavelmente deixa sua encomenda parada por mais dias.

Fora isso, existem as transações acima de 3.000 dólares para pessoas jurídicas. Mas aí o processo é muito mais complexo e caro. Ao invés de três, as taxas e impostos podem passar de oito. O frete também precisa ser avaliado com calma, já que pode chegar a custar mais de 10.000 reais.

MAS, se você é um microimportador que não pretende trazer encomendas milionárias da China, o melhor método é tentar se encaixar nas transações de até 3.000 dólares.

Dá para comprar bastante produto de qualidade, a um preço justo, e ainda incrementar a margem de lucro nas revendas aqui no Brasil. Pense nisso!

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