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Ecommerce

Quer vender para o exterior? Tudo o que você precisa saber sobre a América Latina

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Atualmente, a vitrine do seu negócio, independente de qual ele seja, é a internet. Seja através das redes sociais promovendo a página e divulgando seus serviços ou através dos e-commerces para realizar a venda de produtos, se você quer se promover e lucrar, é preciso estar na Web.

O principal motivo para isso é, claro, a possibilidade de atingir mais clientes, transpondo barreiras físicas e, dentro das limitações legais e econômicas também. Esse tipo de negócio chama-se Cross Border e é caracterizado pela exportação de produtos pela internet (venda online para outros países).

Tratando-se dos e-commerces, o cenário é cada vez mais promissor: o mercado global de vendas online tem crescimento médio de 11% previsto para os próximos cinco anos. E na liderança desse sucesso estão os países latino-americanos que crescerão 19% até 2021 fazendo saltar o faturamento atual que é de 59 bilhões de dólares para 118 bilhões de dólares.

Isso significa dobrar o faturamento em aproximadamente 3 anos.

Entre as razões para esse crescimento do mercado de comércio eletrônico na América Latina, está o desenvolvimento da economia que também está em uma crescente.

Segundo a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) a estimativa de crescimento do panorama econômico Latino Americano é de 2,2% neste ano de 2018. As maiores potências econômicas da Região (Brasil e México) crescerão em 2018, respectivamente, 2% e 2,4%.

Já a Argentina, terá uma alta no PIB (Produto Interno Bruto) de 2,7% aproximadamente e a Colômbia, por exemplo, prevê um crescimento de 2,6% em dois anos.

Essa estimativa de melhora caracteriza um espaço de expansão comercial que é extremamente positivo para quem pretende investir. Países em desenvolvimento abrem espaço para negócios em desenvolvimento.

Países emergentes, oportunidades emergentes.

Mesmo com baixa aceleração, podemos perceber que a América Latina está em meio a uma notável ascensão econômica e, como todo país emergente, ainda enfrentará períodos de desaceleração. Porém, está caminhando com bastante foco para fazer com que a população da região atinja a classe média e mantenha-se estável.

Isso significa que, aos poucos, países como Argentina, Brasil, Colômbia, México chegam cada vez mais perto de alcançar uma estrutura econômica consistente e, consequentemente, mais qualidade de vida e poder de compra aos cidadãos. Além do Chile que também faz parte desse grupo, mas já está em um patamar de estabilidade econômica há um certo tempo.

De acordo com os dados apresentados pelo último relatório Global Findex feito pelo Banco Mundial em 2017, em 6 anos o número de residentes adultos da América Latina que possuem atividade no banco, ou seja, que tem uma conta e realizam algum tipo de movimentação com certa frequência subiu de 39,3% (em 2011) para 54,4% (ano passado).

Esse resultado mostra que a cada ano que passa, mais usuários têm condições financeiras melhores e, com isso, mais acesso a recursos avançados.

A quantidade de pessoas com vínculo bancário reforça ainda que a projeção econômica só tende a aumentar, já que as possibilidades de crédito e realizações monetárias aumentam diante desse cenário. Uma pesquisa realizada recentemente pela Forrester reforça essas afirmações ao apontar que o mercado prevê movimentar nos principais players da região (Argentina, Brasil e México) aproximadamente US$ 30,9 bilhões até 2020.

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Ainda sobre os resultados do relatório Findex, há um crescimento significativo da quantidade de cidadãos que possuem conta no banco e fazem movimentações digitais, com destaque para os números de Argentina (20,5%), Brasil (18%), Costa Rica (26%), Haiti (30,1%) e Venezuela (40,2%). E tratando-se de números mais gerais, 55% da população adulta da América Latina afirma ter acesso à internet pelo celular, chegando a 15% a mais do que em outras economias emergentes.

Claro que há muito para crescer, o que aumenta ainda mais as chances de expansão comercial, já que a projeção de crescimento está longe de acabar. Os dados referentes à bancarização e digitalização da população trazem nas entrelinhas uma verdade otimista: os latino-americanos estão abertos economicamente e se digitalizando.

Um cenário extremamente promissor para investidores dispostos a expandir o alcance de seus e-commerces. Economias emergentes, principalmente as latino-americanas são uma porta aberta para o crescimento financeiro.

A ascensão do mobile: um novo mundo na palma das mãos.

Uma razão pertinente por esse aumento da digitalização da população adulta da América Latina é, com certeza, a ascensão dos gadgets mobile na região.

O índice da introdução dos smartphones nos países latino-americanos foi de 71%.

Esse acontecimento ajudou a aproximar os latinos das compras online e contribui cada vez mais para o avanço dos e-commerces nestes países.

O m-commerce, ou comércio eletrônico mobile, tem previsão de aumentar seu índice de uso mundial de 38% (número de 2017) para 47% em 2021, intensificado pela crescente dos smartphones através das redes móveis com mais velocidade e, claro, do crescimento da fatia da população com acesso facilitado à internet.

A América Latina tem tudo para estar à frente dessa mudança, considerando a força da ascensão econômica dos países da região e, o potencial de crescimento duradouro. A previsão é de que, na Argentina e na Colômbia nesse mesmo período, o m-commerce cresça 45% e 64% respectivamente.

Para confirmar a expectativa do mercado, segundo o relatório realizado pela E-marketer Latin American Ad Spending, o segmento de telefonia móvel na América Latina, atingirá, em 2018, mais de 50% da pauta de investimentos em publicidade.

Esse olhar dos comerciantes ao mercado mobile só reforça o grande potencial de crescimento e a necessidade de voltar a atenção aos países emergentes que, como já falamos, estão com cada vez mais poder de compra e acesso aos meios digitais.

Mãos à obra!

Você já entendeu a importância de vender para o exterior e o espaço importantíssimo que se abre com a constante crescente dos países emergentes latino-americanos, certo?

Para te ajudar a entrar de vez nesse mercado, separamos 5 itens para você colocar em prática e aumentar as chances de sucesso do seu e-commerce. Confira a seguir.

Estude o mercado

Os países latino-americanos tem várias coisas em comum, como o idioma predominante que, com exceção do Brasil, é o espanhol. Há até alguns costumes e aspectos culturais como alguns hábitos alimentares, como o churrasco gaúcho e a parrilla argentina, por exemplo. Porém, na hora de analisar os comportamentos de consumo e as tendências mercadológicas da região, é preciso estar atento e olhar caso a caso. É necessário considerar a variação (mesmo que pequena) dos índices econômicos, a inflação e as épocas de alta e baixa do dólar, por exemplo, que afetam cada um dos países latinos de formas diferentes.

Conheça a legislação de cada país

Cada país possui a sua própria legislação para aceitar produtos vindos de outros países. Todos possuem suas particularidades e em alguns momentos podem ser bastante diferentes do que estamos acostumados a ver aqui no Brasil. Por isso, gaste seu tempo para conhecer em detalhes quais são os processos legais para exportação de produtos em cada país. Se for preciso, conte com a ajuda de empresas especialistas. É melhor investir nesse serviço agora do que ter produtos embargados por cometer algum ato que não condiz com a legislação do país em questão.

Tenha um processo logístico bem estruturado

Ter um processo de logística bem estabelecido é essencial para um negócio com entregas internacionais, principalmente considerando que o prazo de entrega para esses produtos tradicionalmente já demanda mais tempo, qualquer problema de logística afetará diretamente a experiência do usuário. Por isso, a primeira coisa a fazer é entender qual o melhor processo de exportação para o seu negócio. Existem dois principais formatos, o direto e o indireto. Sendo generalista, a exportação direta é a forma na qual a sua empresa se responsabilizará pelo processo de envio ao consumidor, do início ao fim. Já na indireta, você venderá seus produtos a empresas locais que irão intermediar os produtos, comprometendo-se a enviá-los ao seu cliente final. A primeira opção tem isenção do IPI e não incidência do ICMS, o que faz com que tenha uma possibilidade maior de lucro. Já na segunda opção, você abrirá mão da responsabilidade de envio e também com o contato direto com o cliente. Para isso, você pode:

      1. Contratar uma empresa terceirizada que gerencie as operações logísticas, envios e trâmites aduaneiros.
      2. Contratar uma empresa local de transporte para gerenciar o translado. Esta é a opção mais comum entre os pequenos comércios com grande volume, já que não exige estocagem dos produtos em outro país.

Construa uma estratégia de marketing específica para cada região

Iniciar em um novo mercado exigirá um trabalho forte de marca, para que o público-alvo se interesse e confie no seu e-commerce. Dessa forma, é muito importante investir em uma estratégia de marketing eficaz. Por isso, conte com personalidades formadoras de opinião como os influenciadores digitais e criadores de conteúdo online. Além disso, implemente boas técnicas de SEO, otimizando os textos, a arquitetura e os códigos do seu site para ter mais relevância nos buscadores e, para potencializar os acessos, faça uso de anúncios no Google e Social Ads.

Fique atento às formas de pagamento locais

Como citamos no início do texto, cerca de 54% da população latino-americana é bancarizada. Porém, também segundo o relatório Global Findex, o número de cidadãos que utiliza cartão de crédito ainda é baixa, principalmente quando falamos de cartões internacionais. Diante desse cenário heterogêneo, você não pode limitar suas formas de pagamento, para conquistar seus consumidores. Para isso, é preciso possibilitar que o usuário pague como preferir: transferência bancária, cartões domésticos ou, ainda, métodos específicos utilizados em cada país. Para conseguir essa facilidade, conte com empresas parceiras, como o EBANX, que cuida de toda a sua logística de pagamento digital tornando-a adequada para os mercados que você pretende trabalhar.

Conclusão

As oportunidades são grandes e a previsão para esse crescimento é de longevidade. Por isso, entre nessa onda de abertura comercial e expanda seus negócios seguindo nossas dicas de como vender online e entrando no mercado latino-americano.

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