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Ecommerce

Os resultados do Natal 2018 para o e-commerce no Brasil

Vendas superam as previsões realizadas e ultrapassam os R$ 9 bilhões. Maior confiança na economia, otimismo e plataformas cada vez mais preparadas para receber e atender o cliente ajudam a entender o cenário e justificam o bom desempenho.

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Uma das datas mais favoráveis ao e-commerce no Brasil, o Natal trouxe resultados acima do estimado no país. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), as vendas do Natal 2018 somaram R$ 9,8 bilhões, montante esse 4% acima das previsões feitas pela entidade para o período. Em relação a 2017, o volume de vendas registrado em 2018 foi 16,5% superior, quando o e-commerce faturou R$ 8,7 bilhões.

Ainda de acordo com o levantamento da ABComm, as lojas virtuais brasileiras receberam mais de 32,9 milhões de pedidos (o período de compras analisado compreendeu o intervalo entre os dias 19 de novembro e 22 de dezembro, abrangendo também a Black Friday, que motivou muitos consumidores a antecipar as compras de Natal).

As categorias foram diversas, com destaque para informática, celulares, eletrônicos, moda e acessórios e casa e decoração. O valor médio gasto em cada compra foi de R$ 298.

A mensuração da Nielsen Media Research, especializada em pesquisas de mercado, por sua vez, fala em um crescimento nominal de 13,5% em comparação aos resultados registrados em 2017. O valor médio gasto pelo brasileiro, segundo as análises da entidade, foi de R$ 493. O período avaliado pela Nielsen foi de 15 de novembro a 24 de dezembro.

A diretora comercial da Ebit|Nielsen, Ana Szasz, comentou oficialmente que a empresa estima que o período tenha representado 18,3% do share financeiro de 2018 inteiro, o que reforça sua relevância na movimentação do setor e demonstra o seu potencial de continuar expandindo nos próximos anos.

Justificativas

Diferentes fatores justificam esse sucesso, que já vinha sendo percebido pelos analistas do setor desde o início do segundo semestre de 2018.

O sentimento de retomada da economia e, consequentemente, um maior otimismo de boa parte dos brasileiros em relação aos rumos do país a partir do novo governo (que consequentemente afeta o poder de compra), têm influência sensível nesses resultados, segundo a própria ABComm.

Para a Nielsen, o Natal fechou com chave de ouro um ano de crescimento muito positivo, impulsionado também pela chegada de novos e-consumidores. Segundo a companhia, 2018 fechou com quase 10 milhões de novos usuários, o que significa que um em cada seis usuários comprou online pela primeira vez no ano passado.

Outras razões que validam essa alta vêm dos próprios e-commerces, cada vez mais preparados para as vendas online. Isso acontece através do investimento em:

  • Tecnologia para tornar os sites mais ágeis, melhorando a usabilidade;
  • Disponibilização de maior quantidade de informações sobre os produtos, fornecendo mais referências ao consumidor durante a pesquisa;
  • Da maneira como os lojistas vêm praticando seus preços e formas de pagamento;
  • Maior atenção que os varejistas online estão dando à entrega e ao pós-venda – uma etapa de valor imprescindível no processo de comercialização.

Isso não significa, porém, que tudo esteja funcionando 100%. Um dos desafios atuais, por exemplo, é estrutural e logístico e diz respeito à ampliação do atendimento em território nacional.

Na América Latina

Se o Brasil é o líder latino-americano em comércio eletrônico, outros países não ficam para trás quando o assunto são compras online nessa época do ano.

Vale lembrar que a América Latina é a terceira região do mundo com maior penetração na internet, atrás apenas da Ásia e do Oriente Médio/África. Um estudo realizado e divulgado pela Deloitte, especializada em auditoria e consultoria empresarial, revelou os hábitos de consumo de países como México, Chile, Colômbia, Argentina e Peru, além do Brasil, para a época de Natal.

Segundo o estudo, com dados unificados, 28% da América Latina já compra em lojas online na data, sendo que a maioria adquire mais de um presente. Entre os latino-americanos, 31% utilizam a rede para pesquisar e comparar preços e 39% efetuam as compras entre a segunda semana de dezembro e a semana que antecede o Natal.

Ainda que as entidades voltadas à análise do comércio eletrônico nesses países não tenham divulgado, ao menos até a data de fechamento desse texto, levantamentos específicos sobre o desempenho no Natal, dados anteriores dão conta do quanto a data é relevante para o e-commerce nessas localidades, a saber:

  • No Chile, as vendas registradas em dezembro de 2017 aumentaram 5% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo a Cámara Nacional de Comercio, Servicios y Turismo de Chile (CNC). Por lá, tradicionalmente o mês de dezembro é de aquecimento no mercado comercial, responsável por cerca de 12% do total de vendas do ano.
  • Na Argentina, mesmo com a crise econômica instalada, a Confederación Argentina de la Mediana Empresa (CAME), o aumento observado nas compras de Natal foi de 0,8% entre os anos de 2016 e 2017.
  • No Peru, país no qual 2 em cada 3 peruanos estão conectados diariamente à internet, o gasto médio é de 485 pesos durante a data, segundo a Sociedad Peruana de Marketing.
  • Na Colômbia, de acordo com a Federación Nacional de Comerciantes (Fenalco), os colombianos não costumam deixar suas compras para a última hora, iniciando as aquisições já em novembro.
  • No México, por fim, um dos países que lidera o e-commerce na América Latina, os comerciantes veem as vendas disparar durante a sazonalidade. Dados da Nielsen apontam que o mexicano aumenta uma média de 25% seus gastos no fim de ano, impacto que os e-commerces sentem diretamente. Por lá, 6 em cada 10 pessoas fazem suas compras, também, através de lojas online.

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