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Ecommerce

Marketplace: vale a pena ou pode ser o fim para pequenos negócios?

Marketplace vale a pena para pequenos negócios? Grandes especialistas do e-commerce orientam como utilizar a força dos marketplaces a seu favor e controlar os riscos de forma saudável para o seu negócio!

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Os marketplaces são um dos assuntos mais quentes do momento no mercado de e-commerces. Não à toa, foram destaque durante as palestras de diversos especialistas do mercado durante a 9ª edição do Fórum E-commerce Brasil.

Mesmo sendo uma das principais tendências do momento para e-commerces, o assunto ainda divide opiniões e gera inseguranças, principalmente para pequenas e médias empresas.

Não sabe se é a hora de investir em marketplaces? Reunimos as recomendações que líderes de e-commerces no Brasil compartilharam no evento para que você entenda as reais vantagens e riscos que os marketplaces podem oferecer ao seu negócio.

Forum_Ecommerce_Brasil_Labs Fórum E-commerce Brasil 2018

Os marketplaces vieram para ficar

Foi com essa constatação que Carlos Alves, Head de E-commerce na Riachuelo, começou a falar sobre o tema durante a Roda Viva que abordou as dores do dia-a-dia dos e-commerces. Segundo ele, estar presente nos principais marketplaces de acordo com o segmento de atuação é sim necessário, principalmente pela visibilidade destes canais e pelo poder de aumento de vendas que eles oferecem.

Segundo um estudo realizado pela Vtex em parceria com a eCommerce Institute, estas são as taxas médias de crescimento para e-commerces após integrarem com marketplaces:

  • Micro-empresas (até 200 pedidos por mês) alcançam um aumento médio de 48% em transações;
  • Pequenas empresas (até 980 pedidos por mês) podem registrar um crescimento médio de volume de 45%;
  • Empresas de médio porte (2.000 pedidos por mês) registram um aumento médio 37% em volume de pedidos.

Estes dados reforçam a opinião do especialista, não podemos ignorar que este modelo de negócio oferece sim um aumento significativo em vendas, principalmente para pequenos negócios.

Uma declaração de Vanessa Ferraz, head de Marketing e E-commerce na Emcompre, exposta em outro painel durante o evento, complementa a opinião de Alves ao sinalizar que os resultados positivos e a utilização saudável dos marketplaces está diretamente ligada a utilização de uma estratégia consistente, do produto, do nicho e, principalmente, do momento vivido pela empresa.

Uma aposta de risco para pequenos e médios negócios

Os marketplaces precisam ser um dos canais de vendas do seu site, mas nunca o principal. Esse foi o ponto em que todos os especialistas que falaram sobre o tema em diversos momentos distintos concordaram.

Enquanto Carlos Alves reforçou que a partir do momento em que a empresa gera um alto nível de dependência dos marketplaces, entra em uma zona de alto risco de falência, Mauro Tschiedel, CEO da Usinainfo, expôs em outro painel a importância de ter consciência da precificação de produtos para a saúde dos negócios com atuação em marketplaces.

De acordo com o CEO, um dos erros comuns é basear os preços dos seus produtos apenas com base nos concorrentes, sem considerar os custos reais do negócio.

As relações comerciais entre e-commerces e marketplaces são realizadas com base nos valores acordados de margem de contribuição e comissão. O primeiro refere-se a porcentagem de contribuição que os e-commerces oferecerão aos marketplace pelos serviços de marketing, contratos com adquirentes, anti-fraude e seguro contra fraudes.

Já a margem de comissão refere-se a negociação entre o mínimo que o marketplace está disposto a aceitar para a venda dos produtos e o máximo que o vendedor está disposto a pagar pelas transações.

Como solução para a relação entre marketplaces e pequenos e-commerces, Angelo Vicente, CEO do Ecadeiras, recomendou que o primeiro passo seja estabelecer um limite para a representatividade dos marketplaces em relação ao total de vendas, evitando a dependência que pode sacrificar a margem de lucros e levar à falência.

A segunda recomendação de Vicente é negociar as taxas de comissão dentro do que é saudável para os custos do seu e-commerce. Se durante essa negociação os valores não se aproximarem dos valores ideais para o seu negócio, repense o momento de investir.

Nesse caso, a melhor opção pode ser garantir a estabilidade do seu negócio e só depois retomar as negociações com marketplaces.

Os marketplaces e a estratégia de expansão

Para e-commerces em processo de expansão, estão valendo estas mesmas regras do jogo, respeitando o cenário econômico de cada país.

Os marketplaces estão em uma crescente não apenas no Brasil, como também em vários outros países da América Latina e podem ser uma ferramenta importante para garantir visibilidade para os seus produtos em novos mercados.

Ao mesmo tempo, eles não dispensam os esforços específicos para que aumentar as vendas diretas no seu site, pois a dependência é um risco ainda maior quando falamos de cross border.

Segundo Tschiedel ressaltou durante o Fórum E-commerce Brasil, os marketplaces podem ser uma ótima fonte de aprendizado para entender o comportamento do consumidor. Neste sentido, esses players funcionam como “laboratórios” para descobrir quais produtos serão mais vendidos e quais não tem afinidade com o público, por exemplo.

Aplicada a realidade das estratégias de internacionalização, esta pode ser uma dica valiosa.

Em resumo, os marketplaces são um modelo de negócio inovador e que em sua essência, representa uma grande oportunidade de negócio, principalmente para empresas de pequeno a médio porte, mas eles não fazem mágica.
Não ignore o poder e o alcance que os marketplaces podem oferecer ao seu negócio. Ao mesmo tempo, certifique-se da estabilidade que as outras fontes de vendas oferecem ao seu e-commerce para garantir que que você não dependerá totalmente deles para sobreviver no mercado digital.

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