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Ecommerce

O potencial dos e-commerces em países emergentes da América Latina

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A América Latina apresenta tanto oportunidades como desafios para os varejistas que trabalham via e-commerce. Por um lado, só na década passada a classe média cresceu 50%, segundo o IPEA  (Instituto de Pesquisa Econômica Avançada).

Em paralelo, o acesso à internet impulsionou o interesse pelas compras internacionais e online, e aumentou a demanda por serviços e produtos vendidos em e-commerces.  Por outro lado, os mesmos consumidores encontram dificuldades relacionadas ao pagamento digital, em função das limitações do uso do cartão de crédito.

Mercado da América Latina

De acordo com os dados de uma análise da Forrester Research, Latin America eCommerce Forecast 2014 to 2019, a previsão é que os e-commerces do Brasil ampliem seus faturamentos, passando de uma receita de quase $18 bilhões (2014) a impressionantes $40 bilhões até o final desta década.

De fato, a estimativa de aumento no número de compradores também é positiva: de quase 34 milhões de clientes a aproximadamente 62 milhões de usuários até 2019. Na região, o Brasil ainda conta com o mercado mais desenvolvido: somos mais de 200 milhões de habitantes e mais de um quarto da população é jovem.

Checando outros países com amplo potencial para vendas online, podemos citar a Argentina. Estima-se que as compras feitas em e-commerces no país vizinho vão pular de $3,4 bilhões para $8,3 bilhões, de 2014 a 2019.

Indo um pouco mais longe, o México apresentava, em 2014, vendas virtuais na ordem dos $2,8 bilhões e espera-se que este número chegue a $6,7 até 2019. Comparando com a Argentina, é curioso o fato de o México já contar com mais consumidores (cerca de 10 milhões), mas ter gastado menos.

Ainda segundo a pesquisa da Forrester, a estimativa é de que o México chegue à casa dos 21 milhões de consumidores virtuais até o fim do ano 2019. Se somarmos os três mercados citados até agora, chegaremos ao relevante montante de $55 bilhões movimentados até o final da década.

De forma complementar, não podemos deixar de citar Colômbia e Chile, duas nações com alto potencial para vendas online. Com populações menores, o Chile ainda não é tão representativo de forma isolada e, no caso da Colômbia, o desafio é acelerar o processo de tornar o consumo online um hábito.

Por que ter um e-commerce cross border

Com o panorama da região apresentado até agora, é de se considerar o fato de que, apesar de o Brasil ser um dos maiores mercados da América Latina, as oportunidades de expansão para países vizinhos não pode ser desconsiderada.

Principalmente quando lembramos que as crises individuais são frequentes e plurificar os destinos dos produtos pode manter seu e-commerce funcionando mesmo em períodos mais complicados. Neste sentido, o cross border é uma excelente alternativa, em uma região com mercados em expansão e acesso crescente à internet.

O conceito não é complicado, mas se você já levou essa possibilidade em consideração, algumas dúvidas devem ter surgido. Entendemos o cross border  como a comercialização de produtos para fora do nosso país, só que há questões como a legislação, capacidade de vendas e inclusive aspectos relacionados ao pagamento digital que podem fazer um empreendedor pensar duas vezes e acabar postergando a oportunidade de expandir.

Mais do que deixar o receio impedir que seu e-commerce  amplie o público, é preciso informar-se para começar agora, antes que outras lojas virtuais incursionem neste caminho. Para dar uma ideia do crescimento do cross border, uma pesquisa da DHL indica que a modalidade vai crescer cerca de  25% até 2020, atingindo um montante de $900 bilhões.  

A oportunidade é tão interessante que, até 2020, cerca de 2 bilhões de compradores online vão responder por 13,5% do consumo mundial do varejo online. Especificamente na América Latina, a Accenture indica que o volume de transações até o final da década será de $140 bilhões no B2C local e de $53 bilhões na modalidade cross border.

Como se preparar para o cross border

Como comentamos mais acima, alguns fatores podem criar uma certa sensação de impossibilidade de expansão dos negócios via operações em outros países. Seja em relação à parte logística, formas de pagamento ou inclusive legislações específicas, a solução é estar informado sobre todas as restrições ou condições necessárias para operar sem inconvenientes.

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De fato, o primeiro aspecto a considerar é o tipo de cross border, se é melhor trabalhar com multicentros de distribuição de produtos ou a partir de um despacho central. Sobre isso, a escolha  depende muito de fatores como volume operações, já que a primeira modalidade é a mais indicada para e-commerces com grande quantidade de vendas.

Por exemplo, neste caso, é necessário criar um centro de distribuição no país de destino. Se o seu e-commerce não tem números massivos de vendas, o melhor é apostar na terceirização das operações, trabalhando com fornecedores locais, no exterior.

Quando o modelo operacional escolhido é o do despacho centralizado, os produtos adquiridos são enviados do centro de distribuição mais perto do destino. Essa modalidade é mais comum quando ambos os países estão próximos ou mesmo quando não existam muitas travas para exportar.

Estas são considerações relacionadas às modalidades operacionais, mas há mais coisas que são de fundamental importância para o sucesso da expansão de fronteiras. Em primeiro lugar, é preciso realizar uma pesquisa de mercado completa, assim como ter um plano de negócios realista.

Na etapa da pesquisa, você poderá entender quais são os principais aspectos a considerar na legislação de cada país de destino de suas exportações. Neste sentido, também é fundamental desenvolver pesquisas de mercado para entender qual é a demanda local de cada lugar.

Estes procedimentos permitem que os custos da expansão das operações sejam visualizados de forma concreta. Tudo isso influencia no plano de negócios, e, a partir disso, o e-commerce que quer operar fora do país pode ter uma melhor visão dos lucros possíveis e as melhores formas de ter o retorno sobre o investimento esperado.

Os latino-americanos e as compras online

Nem sempre a melhor opção para o cross border é buscar os mercados mais tradicionais e, inclusive, que ficam em outros continentes, como no caso do europeu. Outro dia comentamos sobre o potencial da América Latina no post Vender para o exterior: Conheça os países com mais potencial na América Latina.

No conteúdo, você encontra um pequeno resumo dos principais motivos e vantagens para apostar no mercado do nosso próprio continente. Tanto na Argentina, como no Chile e na Colômbia, o panorama é altamente favorável à expansão.

E além do próprio mercado em si, é preciso dar a devida atenção ao novo perfil do consumidor online aqui em nosso continente. Em primeiro lugar, ele está muito mais conectado. Dados da Reuters indicam que o acesso à internet na LATAM praticamente dobrou entre os anos de 2010 e 2015.

De fato, um dos novos indicadores do grau de desenvolvimento de um país é a taxa de acesso a web. Se aqui no Brasil, atingimos um índice de 65,9% da população com acesso, na Argentina, este número chega a 78,6% da população. O México tem 65,3%, o Chile tem 77%  e a Colômbia fecha a conta com 58,1%.

Ao todo, os latino- americanos conectados à internet chegarão à casa dos 450 bilhões de usuários usando a internet mobile, até 2020. A consequência direta é uma maior inclusão digital e mais crescimento econômico e os dados são apresentados pela pesquisa Economia Móvel América Latina 2016, da GSMA.

As compras online e os latino-americanos

A massificação do acesso à internet apresentou benefícios como a possibilidade de fazer melhores pesquisas em buscas de melhores preços não só local ou regionalmente, mas expandiu as fronteiras para além do próprio país.

Entre os produtos mais consumidos, uma pesquisa indica que o comportamento é diferente, de acordo com cada país. Entre os itens com mais procura, destacam-se artigos de moda, eletrodomésticos e equipamento eletrônicos em geral.

Na Colômbia, por exemplo, o mais buscado é vestuário, com 69%. Aqui no Brasil a lista é encabeçada pelos utensílios domésticos, com 68%, seguido por eletrônicos, com 67% e a lista local fecha com 54% de comercialização de cosméticos. Por exemplo, quando o produto é algum eletrodoméstico, 81% dos brasileiros pesquisam pela internet antes de comprar, seguidos 73% dos argentinos e 66% dos mexicanos.

Para e-commerces que pretendem apostar no cross border, é importante considerar tanto a inclusão digital como a forma como este novo público pode pagar pelos produtos adquiridos. Aliás, isso não é uma questão menor, mas é mais fácil de contornar do que a falta de acesso à web.

De fato, a bancarização das pessoas na América Latina vem crescendo, mas o acesso a produtos como cartão de crédito internacional ou aos cartões virtuais ainda não é a ideal. Mesmo assim, como acabamos de comentar, a forma de pagamento é um desafio mais facilmente contornável do que a própria falta de acesso à internet.

Para isso, há soluções de pagamento local, especialmente pensadas para negócios que querem operar fora do país. Por exemplo, o uso do cupón de pago na Argentina ou do Baloto na Colômbia que EBANX oferece para facilitar pagamentos internacionais e também dar mais segurança ao comprador, que paga localmente.

Fechamentos

Esperamos que este post tenha incentivado seu e-commerce a seguir apostando no processo de cross border. Afinal de contas, contornadas as necessidades logísticas e financeiras, o potencial de crescimento das compras online na América Latina é algo a considerar seriamente.

Para qualquer outra dúvida, consultas ou necessidades de informações extras, continue acompanhando nosso blog e não deixe de conhecer nossas soluções para e-commerces. Conheça nossa página e entre em contato!

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