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Como a alta do dólar se transformou em oportunidade para o turismo na América Latina

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Apesar de estar aumentando gradativamente desde 2011, o crescimento do dólar nos últimos dois anos tem afetado positivamente o mercado de turismo na América Latina. Isso porque o valor da moeda tem operado acima dos R$ 3 durante este período e muitos têm deixado de fazer as malas para os Estados Unidos. Saiba mais sobre as mudanças que aconteceram no setor e como isso pode ser uma boa oportunidade para a sua agência de turismo.

Alta_Dolar_Turismo Fonte: ShutterStock

Efeitos da alta do dólar

A definição do valor do dólar depende de diversos fatores, sejam eles internos e externos. No Brasil, por exemplo, a incerteza política por conta das eleições é um dos motivos internos, enquanto a guerra comercial entre EUA e China é uma questão externa.

Ao longo de 2018 o dólar apresentou uma alta significativa em diversos países da América Latina, em especial no Brasil e Argentina. Em agosto, por exemplo, a moeda rompeu a casa dos R$ 4 no país brasileiro.

Este cenário atual tem mudado o mercado de turismo na região latina. Segundo diversos analistas do setor, a alta do dólar deve impulsionar as viagens para os países vizinhos e desestimular grandes trajetos, como Europa e EUA.

Na Argentina, por exemplo, o dólar chegou a custar 24 pesos no começo de agosto. A desvalorização da moeda argentina deve atrair novos turistas ao país, especialmente da América Latina. Para se ter uma ideia desta movimentação, assim que o valor do peso caiu, a imprensa brasileira destacou matérias sobre a oportunidade de economizar ao viajar para o país vizinho.

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Como a alta do dólar afeta o turismo dos EUA?

Como foi destacado rapidamente acima, a alta do dólar afeta diretamente o mercado de turismo nos Estados Unidos.

O diretor-executivo da Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens), Gervásio Tanabe, acredita que o crescimento no valor da moeda vai fazer com que os brasileiros repensem as viagens para Europa e Estados Unidos. Isso porque a alta do dólar não afeta só no valor da passagem e hotel, como também no consumo durante o passeio.

Esta mudança já começou a acontecer. Um exemplo é o volume de turistas brasileiros no país. Desde 2016, o número de visitantes vem despencando. Segundo dados do Departamento de Comércio do EUA, em 2016 a quantidade de brasileiros diminuiu 24% e em 2017 esse número recuou mais 7%.

Esses impactos já vêm sendo sentidos pelas empresas de turismo brasileiras desde que o valor do dólar começou a crescer. A maior empresa de turismo do Brasil, a CVC, teve um recuo de 5% na venda dos pacotes internacionais em 2014. Em compensação, os destinos nacionais aumentaram.

A Assist Card (empresa que vende seguros de viagem) reparou uma desaceleração em suas vendas desde fevereiro de 2018. A World Study, que atua na área de intercâmbio e viagens internacionais, observou que as matrículas tiveram um recuo de 20% em comparação com abril de 2017.

Para fugir da crise, muitas agências de turismo brasileiras estão oferecendo maiores descontos e oportunidade de parcelamento. A CVC, por exemplo, trabalha com “câmbio congelado” e prestações em dez vezes.

Além de apostar no turismo doméstico para o público nacional, uma outra alternativa é oferecer pacotes de viagens para o Brasil aos latinos-americanos. Afinal, como já comentamos anteriormente, a alta do dólar não tem afetado somente a economia brasileira.

Brasil como alternativa de destino

Atualmente, o Brasil já é uma das rotas preferidas do público latino-americano. Segundo o Ministério do Turismo e Polícia Federal, o país recebeu mais de 6.5 milhões de turistas em 2017, um total de 400 mil a mais do que o ano anterior. E olha que 2016 foi o ano de Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.

Esse aumento no número visitantes se deve principalmente por conta de nossos vizinhos da América Latina. Eles representaram 62,4% do total de entradas de estrangeiros no Brasil, cerca de 4.1 milhões de pessoas.

Na lista dos principais emissores, a Argentina é a campeã de entradas com mais de 2.6 milhões de turistas. Ou seja, os argentinos representaram quase 40% de todos os visitantes internacionais que o Brasil recebeu.

Em segundo lugar está os Estados Unidos com 475 mil turistas. Apesar do bom resultado, esse número teve uma queda de 7% em relação a 2016. Na terceira posição aparece os chilenos com 342 mil entradas no país, 5,2% a mais do que o ano anterior.

A cidade de São Paulo é a principal porta de entrada para os turistas estrangeiros no Brasil, com chegada de 32,5% dos visitantes. O Rio de Janeiro aparece em segundo lugar com 20,5%. Em terceiro lugar temos o Rio Grande do Sul, que por fazer fronteira com a Argentina, recebe cerca de 1.27 milhões de estrangeiros.

Outro dado interessante que o Ministério do Turismo coletou é a forma pela qual estes turistas entram no país. O avião continua sendo o principal meio de transporte (63,5%), seguido pelas rodovias (34,15%), via fluvial (1,4%) e via marítima (0,8%).

A maioria dos turistas estrangeiros que chegam no Brasil tem como principal objetivo o lazer, sendo que muitos buscam praia e sol. Isso fica claro ao analisar os 10 destinos mais visitados no país. São eles: Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC), Foz do Iguaçu (PR), São Paulo (SP), Salvador (BA), Gramado (RS), Natal (RN), Porto Seguro (BA), Caldas Novas (GO) e Fortaleza (CE). Da lista dos 10 principais, 6 deles são destinos no litoral.

Por que apostar no mercado latino-americano?

Já ficou claro que o público latino-americano é o principal emissor de turistas para o solo brasileiro. Porém, este não é o único motivo para apostar neste mercado.

Recentemente, a América Latina foi rotulada como a líder mundial em crescimento de e-commerces. E não é para menos. Segundo pesquisas, 2 dos 3 mercados de lojas virtuais que têm a ascensão mais acelerada estão presentes na região: Colômbia e Argentina. Além disso, o Brasil já tomou o seu posto no top 10 mercados mundiais de e-commerce.

Este crescimento rápido no setor se deve, principalmente, pela expansão da classe média e aumento do acesso à internet. Para se ter uma ideia, em 2016 existiam 120 milhões de consumidores online na América Latina, cerca de 42% de todos os usuários da internet. Em 2019, se espera que os números sejam respectivamente: 150 milhões de compradores e 45% dos usuários.

Uma facilidade que esse mercado também oferece é a unificação do idioma. Tirando o Brasil, todos os outros países da região falam o espanhol. Pode parecer pouca coisa, mas a língua única simplifica as campanhas de marketing e diminui o número de adequações ao site e central de atendimento.

Como chamar a atenção do público latino-americano?

As agências de turismo brasileiras têm nos turistas latino-americanos um mercado em expansão. Vender pacotes de viagens para o Brasil para esse público é uma forma de manter o negócio em alta, mesmo com a alta do dólar.

Com os dados acima podemos reparar que a Argentina e o Chile são os principais emissores de turistas latinos para o nosso país. Eles normalmente procuram por destinos com sol e praia e chegam ao território brasileiro por avião e rodovias. Só com estas informações já dá para pensar em alguns pacotes exclusivos para esse tipo de público.

Para isso, é importante que as vendas online aconteçam com métodos de pagamento locais. Por exemplo, o argentino consegue comprar o seu pacote em peso argentino. Oferecer esse tipo de serviço é vantajoso para o cliente e negócio. O consumidor não precisa se preocupar em fazer conversões, não precisa ter um cartão internacional e pode parcelar a sua compra. Enquanto a operadora de turismo fica muito mais competitiva perante ao mercado.

Para conseguir oferecer métodos de pagamentos locais em sua agência, você pode contar com o EBANX. Ele funciona da seguinte forma: o consumidor faz o pagamento em sua moeda local, o EBANX processa este valor e paga a empresa com a sua moeda local. Ou seja, um argentino pode pagar em peso argentino por uma compra feita no Brasil e o negócio brasileiro recebe este valor em real.

Conclusão

A variação do dólar depende de diversos fatores externos e internos. O crescimento econômico norte-americano, sua alta de juros e a guerra comercial com a China são algumas das razões que motivaram a alta do dólar em diversos países sul-americanos.

Por conta deste crescimento da moeda, muitos turistas da América Latina têm preferido viajar em sua região ao invés de ir para Estados Unidos ou Europa. Este é um momento que pode ser muito bem aproveitado pelas agências de turismo brasileiras. Afinal, o Brasil recebe cerca de 4 milhões de turistas latino-americanos todo ano.

Fazer vendas online de pacotes exclusivos para esse público e oferecer métodos de pagamento locais é uma boa estratégia para conquistar este mercado.

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