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Ecommerce

Black Friday: resultados no Brasil e América Latina em 2018

Acima das previsões, os números surpreendem e revelam o sucesso da nona edição da grande promoção do varejo, especialmente em e-commerce.

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Um dos eventos mais importantes do varejo do Brasil e de alguns países da América Latina chegou, em 23 de novembro de 2018, à sua nona edição. A “sexta-feira negra” dedicada a grandes descontos para uma infinidade de produtos e serviços, teve evolução nítida entre os brasileiros, especialmente entre aqueles que realizam compras online. Um levantamento recente encomendado pelo Google revelou que, em 2014, apenas 27% dos consumidores afirmavam conhecer a data. Hoje, esse reconhecimento chega a 99,5%, o que evidencia que praticamente todas as pessoas que compram pela internet já ouviram falar na Black Friday.

As compras realizadas online durante a Black Friday são a perfeita representação de um negócio de potencial bilionário. Em 2017, para se ter uma ideia, a data movimentou, só no Brasil, 2,1 bilhões de reais – uma alta de 10,3% em relação ao ano anterior. Ao todo, foram 3,76 milhões de pedidos realizados. Para esse ano, a pesquisa intitulada “Intenção de compras para a Black Friday 2018”, conduzida pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, indicou que praticamente seis em cada dez entrevistados pretendiam fazer compras na data, com um gasto médio de R$ 1146 por consumidor por, em média, três produtos. A Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) projetou, para 2018, uma alta de 4,5% em relação ao ano passado. De acordo com a empresa, a melhora do cenário econômico é um dos fatores responsáveis para o aumento do movimento do comércio na principal data do ano para o setor.

Os resultados no Brasil


Foto: Rio de Janeiro no Brasil. Fonte: ShutterStock

Nem bem terminou e a Black Friday já teve seus primeiros resultados divulgados. A Ebit, pioneira em realizar pesquisas online que visam analisar e entender o perfil e hábitos do consumidor virtual, soltou aquele que é, talvez, o mais surpreendente número dessa edição: apenas na sexta-feira (23/11), o e-commerce registrou um aumento de 23% na Black Friday 2018 no Brasil. Além disso, o número de pedidos cresceu 13%, para 4,27 milhões, enquanto o ticket médio expandiu 8%, para R$ 608 – números em comparação à edição anterior, de 2017. Ainda, foram 373 mil novos consumidores para o e-commerce, 17% a mais que no ano passado. Tudo isso significou, para o comércio eletrônico brasileiro, vendas no valor de R$ 2,6 bilhões. De modo geral, a marca da Black Friday do ano passado foi superada por volta das 17h da sexta-feira de 2018.

Com um resultado acima do esperado (a Ebit projetava um crescimento de vendas de 15%), a Black Friday desse ano também cresceu 9% em número de consumidores únicos (que fez ao menos uma compra online), para 2,41 milhões. O mesmo levantamento também revelou que as compras daquela sexta-feira (e da véspera), na internet, foram dominadas por produtos de ticket médio mais elevado, como smartphones, itens de linha branca e televisões.

O fim de semana pós Black Friday também foi muito favorável para o e-commerce. Dados da Ebit apontam que o comércio eletrônico faturou, nos dois dias seguintes à sexta-feira, R$ 950 milhões. Na comparação com o mesmo final de semana de 2017, isso representou um aumento de 30,4%. Somando os dados do final de semana, o resultado final de faturamento no e-commerce (de quinta-feira a domingo) ultrapassou os R$ 3,55 bilhões, uma alta de 25% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A Ebit credita esse bom resultado não apenas aos produtos, estratégias, tecnologia e força humana das lojas para garantir as vendas, como também, por parte do consumidor, uma melhora da conectividade, a influência de grupos de redes sociais e uma maior confiança na veracidade dos descontos.

O mobile commerce (m-commerce) também mostrou a sua força na conversão. Foram mais de 1,5 milhões de pedidos feitos via dispositivos móveis (tablets e smartphones) – 38% a mais do que no ano passado. O faturamento cresceu 48% no período, para R$ 830 milhões, enquanto o gasto médio de quem comprou dessa maneira foi de R$ 552. Outro motivo que, segundo a empresa, também explica o sucesso de 2018, foram os resultados obtidos na quinta-feira anterior à data. Na véspera, o faturamento foi de R$ 608,7 milhões, com mais de 1,18 milhões de pedidos – números que mostram que o consumidor entende que a quinta-feira à noite já é Black Friday.

Os resultados na América Latina


Foto: Santiago no Chile. Fonte: ShutterStock

Um estudo elaborado pela Visa Consulting & Analytics (VCA) e realizado em sete países latino-americanos que participam da Black Friday – Brasil, Colômbia, Costa Rica, Chile, Panamá, Peru e República Dominicana – se baseou nas transações feitas com os meios de pagamento eletrônico da marca e revelou que as compras na América Latina crescem de maneira constante a cada ano. Em 2018, as transações subiram 12% nos países pesquisados em relação a 2016. O Chile aparece no estudo como o país onde houve a maior taxa de crescimento. Do total de compras da Black Friday nesses sete países, 15% corresponderam ao comércio eletrônico.

Cenários de oportunidade

Cada vez mais conectada, a América Latina é um mercado imperdível para quem busca oportunidades de expansão de negócios online. Porém, antes de pensar em ser bem-sucedido na região em datas sazonais como a Black Friday, é preciso analisar se o e-commerce está preparado para tal. Segundo Thiago Sarraf, founder das empresas Doutor E-commerce e RISE7 Consultoria, também especialista em e-commerce, internet e negócios, para ser bem-sucedido nessa empreitada é preciso, com antecedência, planejar estratégias e preparar a loja virtual. Alguns fatores essenciais nesse contexto são: garantir uma plataforma com boa estabilidade; facilitar a navegação; verificar o estoque e confrontá-lo com o volume de pedidos estimado; e garantir qualidade na entrega.

Para além dos cuidados com a plataforma em si, é preciso ainda estudar o mercado com afinco e conhecer o público de cada país. Um erro é achar que todos consomem da mesma maneira ou têm as mesmas preferências, necessidades e meios de comprar. Oferecer descontos estratégicos, um excelente atendimento (inclusive no pós-venda) e métodos de pagamentos locais – como aqueles ofertados pelo EBANX (lembrando que a realidade dos cartões de crédito e das bandeiras internacionais é muito diferente em alguns países, na comparação com o Brasil), são condutas essenciais nesse processo.

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