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Ecommerce

10 passos para ter sucesso vendendo online para o Chile

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Nós já falamos nesse post aqui sobre as grandes oportunidades de expansão das vendas online em mercados emergentes como a América Latina, que vem solidificando uma crescente na economia. Porém, entre os países que compõem esse mercado, um em especial, merece destaque: o Chile.

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A partir de meados dos anos 2000, o Chile começou a tomar espaço e conquistar os olhares de grandes empresas e investidores. Desde então, inicialmente mais tímido e há alguns anos de forma mais notável, o Chile manteve sua crescente econômica.

Em 2017, o PIB do país aumentou apenas 1,5% mas já no primeiro trimestre de 2018, cresceu 4,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esses números são reforçados pelo aumento de 6,2% no mercado de importações do país, o que torna evidente o ótimo momento econômico vivido pelos chilenos.

Além da economia do país como um todo ter bons números e um crescimento estável, os dados referentes aos e-commerces no Chile são extremamente significativos: em 2017 o comércio online chileno expandiu 30,3%.

Essa prática de compras online tem ficado cada vez mais popular entre os chilenos que, no último ano fizeram altas quantidades de compras em sites estrangeiros como Ebay e Wish que conquistaram, respectivamente, 28% e 20% da população chilena que compra online.

Esses dados fazem parte de um crescimento do comércio digital que já ocorre há alguns anos e nos últimos cinco mantiveram a taxa média entre 30% e 50%.

Diante de tudo isso, está claro que o Chile é um bom investimento para quem busca o cross border, que nada mais é do que utilizar o comércio digital para vender para o exterior, como forma de expandir seus negócios. Porém, entrar em mercados estrangeiros exige que além de saber como vender online, você entenda todas as peculiaridades da região. Para te ajudar, preparamos 10 dicas especiais de como vender online para o exterior. Confira a seguir.

Escolha uma boa plataforma de e-commerce

Ao expandir suas vendas, é preciso garantir que sua loja online vai suportar todo o conteúdo de produtos e o tão esperado aumento no volume de acessos. Mas, sabemos que escolher a plataforma que vai hospedar seu e-commerce não é uma tarefa fácil, principalmente se você não tem muita familiaridade com sistemas web.

Nesse caso, procure um bom programador para, além de fazer a construção da sua loja, te auxiliar desde o início, com a escolha da plataforma. Porém, existem algumas coisas que você precisa levar em consideração nesse momento que podemos adiantar:

  1. Pesquise sobre a qualidade do atendimento prestado pela plataforma. Sistemas com uma boa equipe de suporte serão mais eficazes para te ajudar a resolver algum problema ou dúvida sobre o funcionamento do seu e-commerce que possa surgir.
  2. Questione a possibilidade de adequação das funcionalidades. Essa questão é um pouco mais técnica, porém é importante saber qual a flexibilidade do sistema para se adaptar às necessidades da sua loja.
  3. Dê preferência às plataformas mais utilizadas, afinal, existem razões para elas serem mais populares. Busque pessoas que já usaram o sistema, encontre fóruns ou grupos nas redes sociais para conversar e entender os motivos que fizeram outros empresários escolher a plataforma.
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Dê atenção especial para o mobile

O comércio eletrônico mobile, também conhecido como m-commerce, tem previsão de atingir o índice de 47% da população mundial até 2021. Na América Latina, com a ascensão do uso dos smartphones esse impulso positivo também acontecerá.

No Chile, país em que aproximadamente 80% da população tem acesso à internet, não será diferente. Por isso, é preciso investir em um site responsivo, ou, se possível mobile first. Assim, você deixará sua loja online preparada para que seus clientes naveguem e comprem através de seus dispositivos mobile, aumentando o alcance do seu público.

Por isso, fique atento à velocidade de carregamento do seu e-commerce, pois nem sempre o sinal do 3G ou 4G é completamente estável e quanto menos seu site travar melhor, assim você evita que os usuários se cansem ou fujam da navegação.

Entenda as restrições da legislação do Chile

Cada país tem uma legislação vigente com particularidades de importação e aceitação da venda e entrada de produtos estrangeiros. Por isso, invista bastante tempo pesquisando sobre as leis e detalhes de comercialização de produtos no Chile, além dos trâmites legais para exportação de produtos para o país.

Se achar necessário, busque a consultoria de empresas ou advogados especializados no assunto. É melhor gastar parte do seu investimento com essas questões do que arriscar ter prejuízo posteriormente.

Faça uma boa pesquisa de mercado

Se seu negócio já está ativo, você pode achar essa dica um tanto óbvia. Porém, é preciso redobrar o trabalho de pesquisa de mercado ao realizar um cross border. Ao se tratar dos países latino-americanos encontramos vários costumes em comum, mas não se deixe enganar: cada um possui suas individualidades.

Dependendo dos produtos que serão vendidos na sua loja, algumas variantes como o clima, as fronteiras e a língua farão diferença. Além disso, é extremamente importante acompanhar de perto as movimentações econômicas, tendências e os hábitos de consumo da região.

Não esqueça de considerar a variação de índices econômicos como as altas e baixas do dólar ou a inflação. Esses valores podem impactar nos seus custos e, consequentemente, nos preços dos seus produtos.

Entenda o comportamento do público chileno

Bom, você já sabe que os chilenos costumam comprar em lojas online e também em e-commerces estrangeiros, o que já é um ponto bastante positivo. Mas isso não basta na hora de consolidar suas vendas.

Por isso, pesquise a fundo o comportamento de consumo relacionado ao setor do seu negócio e também a segmentos similares. Por exemplo: se você venderá maquiagens e seu público alvo principal são mulheres adultas, analise dados de marcas que também vendem maquiagem no chile, mas não deixe de olhar para os números relacionados a cosméticos como um todo (esmaltes, produtos para cabelo e outros cuidados com corpo e rosto).

Assim, você consegue formar uma opinião mais estruturada e extrair dados como qual região investir mais propaganda e esforços de divulgação, entre outras informações que vão te ajudar a ter mais assertividade.

Tenha um sistema eficiente de logística

Planejar um bom processo de logística é fundamental para quem quer trabalhar com vendas internacionais, principalmente porque a entrega nesses casos já é mais demorada e qualquer imprevisto pode afetar a experiência dos seus clientes com a sua marca.

Para ter uma logística bem estruturada, é preciso começar compreendendo as formas de exportação. As principais opções de trabalho nessa situação são direta ou indireta.

Falando de maneira generalista, na primeira opção o seu negócio é responsável por todo o processo de envio dos produtos ao consumidor. Já na segunda, você contará com empresas chilenas para intermediarem seus produtos, ou seja, você venderá a outro empreendimento e ele se encarregará de repassar os produtos.

Com a exportação direta, você será isento do IPI e não terá incidência do ICMS, o que faz com que haja uma maior possibilidade de lucro. Na exportação indireta você não terá responsabilidade pelo envio dos produtos e nem pelo relacionamento com os clientes.

Essa opção é popular entre empresas pequenas ou médias, já que não exige grandes espaços para estocagem. Se esse é o seu caso, não esqueça que será preciso terceirizar as operações de envios e trâmites aduaneiros além de contratar uma empresa de transporte local para cuidar do translado dos produtos.

Tenha um sistema anti-fraudes

As tentativas de fraudes em cartões são muito comuns em e-commerces. Por isso, é preciso ter sistema anti-fraudes para evitar que sua loja fique vulnerável a este tipo de ataques que além de afetar a confiança do consumidor, gera uma dor de cabeça significativa por conta dos estornos que prejudicam a contabilidade do seu negócio.

Além disso, uma incidência alta de fraudes registradas em um mesmo site prejudica sua credibilidade com as empresas adquirentes, que são as responsáveis pela transação financeira via cartão de crédito ou débito.

Isso faz com que o processo de liberação de uma compra seja mais rígido e, consequentemente, mais demorado, podendo afetar suas vendas.

Tenha um leque de opções de pagamento

Como já falamos em posts anteriores, a maior parte dos usuários latino-americanos não possuem acesso a cartões internacionais para comprar pela internet. A alternativa neste caso é abranger métodos de pagamentos locais.

Ofereça a possibilidade de uso de cartões domésticos de crédito ou débito com bandeiras como Visa, Mastercard American Express ou ainda Magna e Redcompra, específicas da região. Tenha também métodos alternativos que não exijam uma conta bancária ativa como Sencillito, Servpag e Multicaja que são bastante populares no país.

Para facilitar os trâmites financeiros, você pode contar com a parceria de empresas como o EBANX que implementa todos os sistemas de pagamento, aumentando a efetividade das suas vendas.

Tenha uma estratégia de marketing digital específica

Introduzir sua marca em um novo território exige uma estratégia de marketing bastante eficaz para fazer com que seus futuros clientes conheçam sua loja e se interessem por ela.

Para isso, abuse de iniciativas com formadores de opinião como personalidades locais: atletas, celebridades, criadores de conteúdo online e influenciadores digitais.

Não esqueça de investir em esforços de SEO, otimize a arquitetura, os textos e os códigos do seu site para garantir relevância nas buscas e não deixe de separar parte da sua verba para Social Ads e anúncios no Google, se quiser potencializar seus acessos.

Ofereça atendimento personalizado

Atendimento é uma etapa muito importante antes, durante e depois da compra. Dar todo o suporte necessário é essencial para criar um relacionamento com o consumidor e conquistar seu espaço no mercado.

Não esqueça que o boca a boca é uma ótima forma de publicidade, por isso, é imprescindível dar um bom atendimentos aos seus clientes. Assim, além de se fidelizarem e continuarem comprando de você, eles o indicarão para outras pessoas, ajudando a expandir seu espaço no mercado e, claro, seu faturamento.

Conclusão

Vender produtos online para consumidores do Chile pode ser um ótimo negócio. Mas, para isso, é preciso estar atento aos detalhes e individualidades desse mercado. Essas dicas valem também para entrar em outros países: preste atenção nas particularidades da legislação e hábitos de consumo e não deixe de investir em recursos de publicidade além de uma boa plataforma para garantir a velocidade de carregamento e a qualidade da navegação dos seus usuários.

Por fim, não esqueça que um bom atendimento é essencial para que seus clientes tenham uma boa experiência com a sua marca e te indiquem para seus amigos, aumentando suas chances de venda. Agora, ao trabalho não é? Com essas dicas, é hora de arregaçar as mangas e começar a planejar a expansão do seu e-commerce. Boas vendas!

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