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Na onda dos clubes de assinatura, pagamentos recorrentes crescem 17,6% no Brasil

Levantamento feito pela fintech Vindi reflete tendência de crescimento das cobranças mensais por serviços

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A crescente onda de clubes de assinaturas nos hábitos de consumo do brasileiro, que hoje incluem de plataformas de entretenimento a academias de ginástica, passando pela compra de livros a pedágios e estacionamentos, é refletida no aumento expressivo em pagamentos recorrentes registrados no país. 

De acordo com a fintech Vindi, que opera no segmento de pagamentos recorrentes, ao longo do ano passado, o número de transações desse tipo cresceu 17,6% no mercado como um todo e 38,3% na sua plataforma.

Para o head de marketing da Vindi, Efrain Corleto a tendência no setor de serviços é de migrar cada vez mais para o sistema de pagamentos recorrentes. 

“No passado, comprávamos CDs para ouvir música, hoje pagamos uma mensalidade. No uso de softwares, hoje é comum pagarmos por uma licença. O setor de supermercados também poderá adotar o modelo da recorrência”, diz.  

O estudo da Vindi levou em conta as operações realizadas por 10,4 milhões de usuários, que representam 20% do total de cartões usados no país. 

Datas comemorativas

Brasileiros também gastam mais com assinaturas de produtos e serviços no Dia dos Namorados do que no Natal. Essa é outra conclusão obtida no levantamento feito pela Vindi. 

Em 2019, a despesa média do consumidor brasileiro nessa modalidade de pagamentos atingiu R$ 173 no Dia dos Namorados. O Natal foi a segunda data comemorativa com maior gasto médio, com R$ 140. Na sequência, vieram o Dia dos Pais (R$ 133), Dia das Mães (R$ 115) e Dia das Crianças (R$ 114).

De acordo com Corleto, o dado pode ser valioso para empresas que desejam fazer uma promoção pontual. “As datas comemorativas com melhor desempenho de vendas podem ser o momento para melhorar ou amentar um plano de assinatura ou aumentar”, cita.

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Métodos

A grande maioria dos pagamentos recorrentes (82%) é feita com cartão de crédito, mas o boleto bancário ainda é um método com participação significativa na preferência dos brasileiros, com 17,7% das transações. Débito em conta, cartões de débito e carteiras digitais correspondem a apenas 0,03%  das operações.

O levantamento aponta também os segmentos que mais reduziram a inadimplência foram serviços, educação, clube de assinatura e fitness. As empresas conseguiram melhor retorno por meio de transações via retentativa simples – ou seja, novas tentativas de cobrança – (59%) e e-mail (27%). Em relação ao valor recuperado, a maioria veio por e-mail (44,84%), seguido da retentativa simples (40,94%). No levantamento, pagamentos não realizados na data prevista já são contabilizados como inadimplência, e a plataforma da Vindi automatiza os processos de recuperação de valores, sejam eles por retentativas, e-mails, SMS e assim por diante.

Bandeiras

As transações por adquirente – empresa que operacionaliza e efetua as transações financeiras em compras realizadas com cartão de crédito ou débito -, a Cielo (40,49%) foi a mais utilizada, seguida da Stone (23,56%), Global Payments (19,39%), Rede (9,84%) e Getnet (6,72%).Já as bandeiras de cartão mais utilizadas foram a Mastercard (58%), Visa (36,56%) e Elo (3,78%).