Para atenuar as perdas causadas pelo coronavírus, as empresas aceleraram sua transformação digital e começaram a vender online. Foto: Shutterstock
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Brasileiros planejam manter ou aumentar frequência de compras em plataformas internacionais de e-commerce

Boleto ainda é muito importante para o e-commerce no Brasil, revela estudo exclusivo conduzido pelo EBANX

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Muito tem se falado sobre as maneiras pelas quais a Covid-19 vem alterando as interações sociais e econômicas em todo o mundo e como a sociedade está adotando “novos normais” em seu estilo de vida. Mas nem tudo muda e os brasileiros, em particular, parecem comprometidos em suas preferências nos métodos de pagamento e em hábitos de compra on-line.

No Brasil, 89% dos consumidores que compram em sites internacionais não estão mudando sua forma habitual de pagamento por causa do vírus. Mesmo os compradores que optam pelo boleto bancário não pretendem mudar para cartões ou qualquer outro método. Além disso, 53% dos brasileiros que compram em plataformas internacionais pelo menos uma vez a cada três meses dizem que manterão ou até aumentarão a frequência dessas compras durante a pandemia. 

Estes são alguns dos números revelados por A Influência da COVID-19 nas Compras Online Internacionais no Brasil: Intenção de Compra e Preferências de Pagamento, uma pesquisa exclusiva realizada pela EBANX sobre a influência do COVID-19 nas compras on-line. No Brasil, 1.525 pessoas participaram do estudo, respondendo a perguntas de 28 de abril a 4 de maio.

Entre as pessoas que gastavam até R$ 30 por mês em sites internacionais antes da COVID-19, a média de gastos era de R$ 22,87. Agora, durante a pandemia, manteve-se praticamente igual, em R$ 22,57. Mas a intenção é subir para mais de R$ 26 em um cenário pós pandemia. Entre quem gastava de R$ 40 a R$ 60 por mês, a média era de pouco mais de R$ 50. Durante a pandemia, caiu para R$ 40,54. A intenção para o pós pandemia é subir para mais de R$ 42, segundo o estudo que pode ser consultado na íntegra aqui (em inglês).

“Esses resultados apontam para uma intenção de recuperação, ainda que gradual, do apetite dos consumidores brasileiros. E isso é muito significativo tendo em vista o impacto da pandemia no comércio global e na economia de todos os países do mundo”, analisa André Boaventura, sócio e CMO do EBANX.  

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A frequência das compras digitais internacionais provavelmente se manterá estável ou aumentará em meio à pandemia, mas o ticket médio que os consumidores brasileiros estão dispostos a gastar em cada aquisição pode diminuir levemente devido à crise. No Brasil, os entrevistados disseram que já reduziram seus gastos de R$ 79 para R$ 61, valor que esperam manter no cenário pós-pandemia. 

A importância do boleto

Segundo a pesquisa do EBANX, o boleto segue uma opção muito importante para o brasileiro que compra no e-commerce. Mais de 34% de todos os respondentes da pesquisa afirmam que normalmente escolhiam pagar suas compras internacionais com boleto antes da pandemia. A preferência por esse método ficava sempre acima dos 30% em todas as faixas salariais, exceto na mais alta – e mesmo nessa faixa, a preferência não era pequena: 22%. 

A pesquisa também mostra que a maioria dos brasileiros que pagavam suas compras internacionais com boleto antes da COVID-19 disseram que não mudariam o método de pagamento na pandemia (86%). 

O que mudou no cenário atual foi a forma de quitar esse boleto: 67% dos brasileiros que já compravam em sites internacionais com boleto antes da COVID-19 afirmaram que irão pagá-lo de forma online durante a pandemia. Esse comportamento pode ser resultado das medidas de distanciamento social, com muitas casas lotéricas, agências bancárias e outros locais autorizados a cobrar esses valores com funcionamento restrito no país. 

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Esses números nos mostram, mais uma vez, que a maioria das pessoas que pagam com boleto têm acesso a outros produtos financeiros e métodos de pagamento. É mais uma questão de preferência do que de falta de opção.

André Boaventura, sócio e CMO do EBANX

Além do boleto, o parcelamento também apareceu como um método importante, independentemente da faixa salarial: quase 54% de todos os respondentes afirmaram que preferem parcelar o pagamento de suas compras internacionais durante a pandemia.

“Não se pode ignorar a importância e o alcance desses métodos no Brasil, ainda mais em uma época tão desafiadora como a que estamos vivendo, em que facilitar ao máximo a vida do consumidor é ainda mais importante”, complementa ele. 

A intenção de compras está sendo mantida basicamente em direção aos mesmos produtos, a não ser pela queda de 14% observada no segmento de Vestuário e Beleza. No entanto, essa categoria ainda figura entre as três principais compras planejadas, junto de eletrônicos / telefones celulares e decoração / eletrodomésticos.

“Mesmo em um cenário de restrições globais em voos comerciais e medidas dos serviços postais ao redor do mundo – o que impacta o transporte de compras internacionais e os prazos de entrega –, grande parte do brasileiros de todas as faixas salariais está vendo nos sites internacionais uma boa opção para suas necessidades de consumo”

Você pode acessar o estudo completo aqui.